domingo, 11 de julho de 2010

Educação é tudo

"Eduquem as crianças e não será preciso punir os homens." (Pitágoras)


"A educação é o desenvolvimento no homem de toda a perfeição de que sua natureza é capaz. O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele." (Immanuel Kant)


O velho
professor tentou começar sua aula. Não conseguiu. Pediu silêncio educadamente. Não adiantou. Foi aí que ele deu a maior bronca que já presenciei:
- "Prestem atenção porque vou falar isso uma vez só!".
Silêncio na sala. Ele continuou:

- "Há muitos anos descobri que nós professores trabalhamos para, apenas, cinco por cento dos alunos de uma turma. De cada cem alunos, apenas cinco fazem diferença no futuro. Tornam-se profissionais brilhantes e contribuem para melhorar a vida das pessoas. Os outros noventa e cinco por cento servem só para fazer volume. São medíocres e apenas passam pela vida.

Essa porcentagem vale para todos. De cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas, só cinco são verdadeiros profissionais; enfim, de cem pessoas, apenas cinco são especiais.

É uma pena não poder separar estes cinco por cento do resto. Assim, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria silêncio para dar uma boa aula. Mas não há como saber. Só o tempo vai mostrar. Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje".

A partir daí, a turma teve comportamento exemplar naquela matéria até o fim do ano. Afinal, quem gostaria de ser classificado como "parte do resto"?

Aquele professor foi um dos cinco por cento que fizeram a diferença em minha vida. Ensinou que, se não tentarmos ser especiais no que fazemos, se não tentarmos fazer o melhor possível, seguramente sobraremos na turma do resto.

Fonte: Raul Candeloro.

Fonte: http://www.mdig.com.br/


domingo, 9 de maio de 2010

Cultura Japonesa - Tipo Sanguíneo

É bem diferente do Brasil: aqui, sempre procuramos saber o signo da pessoa para tentar traçar um perfil, porém no Japão o critério de análise é o TIPO DE SANGUE! Pois é, eles acreditam que o tipo de sangue diz muito sobre a pessoa. Leia as reportagens abaixo sobre esse assunto, tão curioso...

O meu tipo de rapaz preferido? Com sangue tipo A


No Japão o tipo de sangue é tão importante que faz parte do campo obrigatório de certos currículos. A indústria aproveitou a onda para lançar produtos temáticos

Os japoneses descobriram uma nova forma de encontrar o parceiro: através do tipo sanguíneo, algo em que muitas pessoas pensam somente quando vão ser operadas ou quando têm um acidente e precisam de uma transfusão. No Japão ser do tipo A, B, O ou AB é tema de conversa todos os dias. Existe uma crença generalizada de que um determinado tipo de sangue influencia a personalidade e tem implicações na vida, no trabalho e no amor.

Os speeds dating estão a ser utilizados para as mulheres encontrarem homens com sangue do grupo A ou AB. "Eu realmente gostaria de alguém com sangue do tipo A", afirmou uma japonesa à BBC, acrescentando que vê um homem com esse tipo de sangue, como alguém "terra a terra". O tipo sanguíneo é tão importante no Japão que faz parte do campo obrigatório de certos currículos, sendo um dos critérios para as suas empresas escolherem os seus novos funcionários. Uma pessoa com sangue tipo B tem uma desvantagem na disputa por um lugar de chefia, pois, segundo os manuais, faltam ao tipo B diplomacia e habilidade para liderar. Por outro lado, têm criatividade e jeito para as artes. A indústria do país também aproveitou esta onda para lançar produtos temáticos, em Agosto do ano passado. Uma colecção de livros e preservativos são alguns exemplos desta colecção que, nos primeiros dois meses, vendeu 5 mil exemplares.

Características

É assim que crenças generalizadas se transformam quase em certezas científicas. O tipo A representa cerca de 38% dos japoneses. São considerados reservados, discretos, cacinetíficasutelosos e indecisos. No trabalho são metódicos e persistentes. Gostam de ordem e são perfeccionistas.

O tipo B abrange 22% dos japoneses. Os homens com este tipo de sangue demonstram o que sentem, são sensíveis, mas detestam romantismos exagerados. São pouco convencionais, muito criativos, honestos e perseverantes. Têm pouca diplomacia e habilidade para delegar.

Nove por cento dos japoneses são do tipo AB. Este é um tipo de sangue que mistura as características dos tipos A e B. Por vezes, parecem ter dupla personalidade, já que mudam de opinião de uma hora para a outra. São racionais, críticos e percebem o carácter das pessoas. São óptimos estrategas.

O tipo O representa 31% dos japoneses. Calmos e pacientes, sabem como controlar as emoções. São determinados e autoconfiantes. O poder atrai-os e não se inibem de lutar por ele. Competitivos, sabem liderar e ficam à vontade no papel de chefe.


Tipo sanguíneo pode determinar emprego no Japão
Apesar de não tem fundamento científico, muitos japoneses acreditam que o tipo sanguíneo determina a personalidade das pessoas
REDAÇÃO ÉPOCA
 Reprodução
PRECONCEITO NO SANGUE
Autoridades temem que fixação em tipo sanguíneo possa interferir em entrevistas de emprego

No Japão, o seu tipo sanguíneo pode ser determinante na hora de ganhar uma vaga de emprego. Isso porque, no país, existe a crença de que o tipo sanguíneo determina a personalidade das pessoas. A crença, apesar de não ter fundamento científico nenhum, está altamente disseminada na população e começa a criar verdadeiras castas baseadas no sangue.

Para dar uma dimensão de quão arraigada é essa crença, da lista dos 10 “best-sellers” no Japão, quatro são sobre como o tipo sanguíneo influencia na personalidade. Segundo o jornal The Washington Post, uma série de livros sobre todos os tipos existentes – A, B, O e AB – vendeu cinco milhões de cópias.

Conforme definido nos livros, as pessoas do tipo A são sensíveis e perfeccionistas, mas extremamente ansiosas. O tipo B tem pessoas alegres, mas excêntricas e egoístas. Os do tipo O são curiosos, generosos e teimosos. Já os AB são artísticos, misteriosos e imprevisíveis.

Segundo o editor dos livros, eles fazem sucesso porque confirmam a auto-imagem que as pessoas fazem de si, ou então dão uma interpretação atraente aos comportamentos de cada um.

Até o primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, considera os tipos sanguíneos importantes e revela o seu em seu perfil na internet. O caso não poderia ser mais bizarro: seu principal adversário, o líder da oposição, Ichiro Ozawa, é do tipo B e a “batalha de sangues” tem grande influência na decisão do eleitorado.


Também há jogos de videogame em que o tipo sanguíneo é uma importante característica dos personagens e uma rede de TV está prestes a transmitir uma série sobre uma mulher que procura um marido com base no seu tipo de sangue. A ficção reflete a realidade. No país, já existem agências de relacionamentos cujos encontros são combinados a partir do tipo sanguíneo.


Há até uma palavra para “assédio por tipo sanguíneo”: “bura-hara”, usada para acusar empresas que usam o critério para a seleção dos funcionários. “Apesar das intimações, existem muitas empresas que perguntam o tipo sanguíneo nas entrevistas”, afirma Junichi Wadayama, um official do Ministério da Saúde, Bem-estar e Trabalho.

“A prática está tão disseminada que a maior parte das pessoas, até executivos de grandes companhias, não está consciente que perguntar pelo tipo sanguíneo pode gerar discriminação”, completa.

O professor de psicologia Satoru Kikuchi, da Universidade de Shinshu, assegura que o tipo sanguíneo não tem nenhuma relação com a personalidade. “É uma ideia que encoraja as pessoas a julgarem uns aos outros sem se conhecerem, é como o racismo”.

Segundo pesquisadores, essa mentalidade pode ter origem nas ideologias nazistas. Durante a Segunda Guerra, os japoneses foram importantes aliados dos alemães e podem ter importado alguns conceitos, que seriam usados para “criar” soldados mais eficientes.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI25543-15228,00.html


A teoria da personalidade sanguínea

( Ketsueki Gatá Uranai )

Introdução

Vamos falar sobre um aspecto da cultura japonesa que influência muito os mangás e animês e que pode tornar a leitura deles um pouco mais interessante: o tipo sanguíneo.

Muitos ocidentais acham estranhas as fichas de personagens de desenhos japoneses, que muitas vezes incluem o tipo sanguíneo. Más saiba desde o começo desse texto que isso não é por simples perfeccionismo Oriental. Para os japoneses, o tipo sanguíneo é muito importante. Por exemplo, quando você se apresenta para uma pessoa no Brasil, você diz seu nome, idade, time de futebol, etc. São coisas que nossa sociedade acredita ser de importância do individuo e, muitas vezes, o inicio de um longo papo. No Japão, costuma-se dizer o tipo sanguíneo e perguntar os dos outros, na maior normalidade.

Então qual seria a importância no tipo sanguíneo?

Na verdade, isso tem base em teorias criadas já em 1916, por Takeji Furukawa, da universidade feminina Ocha no Mizu, do Japão, pesquisador da psicologia humana e traços de personalidade, que ligava o tipo de sangue á forma que o cérebro funciona. Basicamente, dizia que os diferentes tipos sanguíneos reagiam de formas diferentes a mesma pergunta, cada um ativando uma parte especifica do cérebro, criando assim, reações especificas de cada grupo sanguíneo. Mais tarde, Furukawa viria a aprofundar suas teorias com base cientificas na universidade de Tokyo, saindo da Psicologia teórica e buscando respostas em testes de sangue, eletrocardiogramas, etc.

O governo japonês chegou a estudar o uso da pesquisa para dividir grupos e tarefas de soldados durante a Segunda Guerra Mundial, mas desistiu pelos custos e tempo que levaria para catalogar todos seus homens. Ainda, na terra onde o sol nasce, empresas empregam a pesquisa no setor de Recursos Humanos, para selecionar pessoal.

No entanto, poucos paises levaram a serio essa pesquisa. Em Taiwan e na Coréia do Sul, eles tem a mesma idéia dos japoneses, e na França já houve algo do tipo, além de pesquisas próprias, que acabou não interessando ao povo francês. Mas todo o resto do mundo sequer tem interesse nessas teorias.

As pesquisas, estritamente cientificas,logo caíram no gosto popular. O “horóscopo sanguíneo” se difundiu no Japão, onde ele se popularizou ao ponto de bater de frente com a astrologia, entre os carentes de previsão do futuro. Esse tipo de “Bidus” sanguíneos acabou saindo da definição de personalidade e indo pro mesmo terreno da astrologia de jornal: seu sangue decide como vai ser seu dia, que cor vai te dar sorte, o que você deve comer…E, é claro que, se você encontra gente que acredita nisso assistindo TV, vai ter também em algum lugar mais próximo do que você imagina.

Pois saiba que muitos mangákas acreditam nisso. E não são poucos, são muitos mesmo. De todos os gêneros.

Muitas vazes, a elaboração dos personagens e seu relacionamento é definido tendo como base as pesquisas de Furukawa, fazendo o personagens agirem de acordo com os estereótipos sangüíneos. Isso acaba sendo tão aprofundado ás vezes que ajuda a dar certa naturalidade e coerência nas reações dos personagens. Alias, esse é um dos pontos que a maioria dos amantes dos quadrinhos japoneses destaca como de fundamental importância na diferenciação com os quadrinhos de outras partes do mundo.

Tipo A

É o tipo racional. Organizado.

Gosta de ter seu espaço e não gosta de ver esse espaço invadido. Não acredita que as outras pessoas não se importem com a desordem, por exemplo, de uma mesa durante o jantar. É o tipo que lava os pratos e guarda tudo, não porque tem que fazer isso, mas porque se não fizer fica com aquela sensação desagradável. Quando conversa com alguém, sempre tenta passar uma boa impressão e fica pensando no que os outros vão pensar dele. Gosta de agradar e é um bom anfitrião. Respeita todas as regras, mesmo sem saber o motivo. Não costuma passar seus sentimentos de forma direta.

Ao ser questionado, usa uma parte do cérebro que corresponde à formação de frases. Ou seja, está criando mais perguntas antes de responder à primeira. Por exemplo, um entrevistado, ao começar, ao começar as perguntas básicas, como nome e idade, já começou a usar sua parte especifica do cérebro. Ao fim da entrevista, perguntado sobre o que pensou no inicio, respondeu que ficou pensando se as respostas influenciariam no resultado, se o tom de voz implicaria em algo, etc.

Mais de 40% do povo japonês e do tipo A, o que explicaria até certas características da cultura japonesa.

O mangaká do tipo A costuma trabalhar bem a Fanservice, como nas cenas de transformação da Sailor Moon. Também costuma fazer muitos personagens do tipo A, seu próprio universo. Praticamente todo o elenco de Evangelion é do tipo A, de Shinji a Gendoh. Mas tem dificuldades em lidar com sentimentos, muitas vezes, fazendo confusão com seus personagens.

Naoko Takeuchi (Sailor Moon) – Rumiko Takahashi (Ramna ½, Inu-Yasha) – Takao Saito (Golgo 13) – Tatsuya Egawa (Golden Boy) – Masami Kurumada (CDZ) – Hideaki Anno e Yoshiyuki Sadamoto (Evangelion) são do tipo A.

Tipo B

É o caos. Egoísta por natureza, mesmo que sem maldade ou intenção. Gosta muito de si mesmo e de seu próprio ideal.

Não se importa em viver em um ambiente desorganizado, principalmente porque acredita que essa é a sua forma de Ordem. Mas em toda essa desordem e caos está um líder sem igual.

Decidido, não muda de Opinião e se esforça ao maximo, de todas as formas, para conquistar seu ideal e se acreditar que é algo certo, Apesar disso, é considerado um tipo difícil, por sua personalidade forte e inadaptável. Seu jeito direto e decidido pode ser um charme, mas, em geral, o tipo B não costuma se interessar em sentimentos e se enjoa rápido. Se apaixona num dia e no outro já mudou de opinião. Segue seu ritmo. Não liga para regras.

Acredita-se que ao ter um pensamento próprio, usa uma parte do cérebro que libera adrenalina, ou seja, acaba se embriagando de si mesmo. Em entrevista, o tipo B se mostrou bem sincero, respondendo rápido e claramente ás perguntas, sem nem pensar o motivo ou o que pensam sobre ele.

O ritmo das historias é muito próprio nos mangás do tipo B O sentimento não é exatamente o ponto focal das tramas e, em geral, nunca há um mal absoluto ou grande rival.

Podemos ver isso em Conan, sim, protegendo sua namorada, mas, visivelmente mais interessado em resolver os casos. Leiji Matsumoto ainda é bem claro em entrevista, dizendo que gosta de maquinas, a ponto de se chamar Otaku de Maquinas, então, suas historias costumam fugir da trama pra fazer o que ele quer, que é desenhar maquinas. Love Hina também se dispersa bastante e, apesar de seu foco de mangá de relacionamentos, uma análise mais fria do mangá mostra que Akamatsu se concentra mais em situações do que nossentimentos dos personagens.

Gosho Aoyama (Detective Conan) – Masami Yuki (Patlabor) Yoshito Usui

(Crayon Shinchan)

Leiji Matsumoto (Yamato – Patrulha estrelar) – Ken Akamatsu (Love Hina) são todos do Tipo B.

Tipo AB

AB É o indefinível.

Mistura características dos tipos A B, pois usa tanto a parte do cérebro destinada ao tipo A, quanto do tipo B, mas nunca simultaneamente e nem com controle disso. Por isso, pode fazer coisas que, para os outros, pode parecer sem sentido, simplesmente porque mudou a área que usa do cérebro. Mas, pelo contrario, pode ser muito adaptável, porque seu cérebro esta 100% ativo e incansável. Costuma ter idéias e fazer coisas que as outras pessoas nem imaginam. É a personalidade mais completa, mas, ao mesmo tempo, mais confusa. O tipo ABcostuma sempre parecer sorridente. São sensíveis e carinhosos, porem, muitas vezes, isso é só imagem.

Se distancia de provas de força. Em entrevista, o tipo AB se mostrou disperso. Uma pergunta podia culminar numa longa resposta, muito provavelmente saindo do assunto. Também mostrou que não costuma dar respostas obvias, muitas vezes saindo com idéias criativas.

Os mangás do tipo AB costumam dar espaço para os mais variados tipos de personagens, sem ofuscar nenhum. Também da muito valor aos povos diversos, como a equipe internacional de Cyborg 009, liderada por um japonês, mas sem tirar a importância de personagens russos, franceses, africanos; ou um de Rosa de Versalhes, passado na França…

Tem uma definição ambígua do mal. Enquanto o tipo A costuma fazer os malvados como tipos sujos, que fazem tudo de forma destrutiva; e o tipo O faz malvados que não escolhem meios para chegar ao seu objetivo, o tipo AB é o que faz o inimigo frio e calculista, às vezes, vilões com carisma, como o Char de Gundam.

Death Note se encaixa perfeitamente nessa classe, os que já leram ou assistiram com certeza vão encontrar todos os pontos característicos, Takeshi Obata sendo AB, colocou muito do seu tipo sanguíneo em sua historia. Raito mesmo sendo do Tipo A tem a persistência e o egoísmo do tipo B, e mesmo sendo um Pseudo Vilão, sempre teve um carisma muito grande entre os Fãs da serie.

Também não podemos esquecer que o AB tem idéias que os outros não costumam ter, sejam elas geniais ou simplesmente estranhas. São poucos os mangákas do tipo AB, mas a maioria costuma se destacar.

Takeshi Obata (Death Note) – Shotaro Ishinomori (Cyborg 009) – Mitsuru Adachi ( Touch – H2)

Riyoko Ikeda (Rosa de Versalhes)

Yoshiyuki Tomino (Gundam) – Monkey Punch (Lupin 3rd)

São do tipo AB.

Tipo O

É o indefinido.

Tem dificuldades em escolher qualquer coisa e é dependente por natureza. É o tipo que mais da certo com o tipo B, porque precisa de alguém que o puxe pelo braço e tome decisões rápidas. Mas, pelo contrario, não é um fraco. Costuma ter uma vitalidade invejável. E após definir um objetivo, não retrai. Mostra seus sentimentos de forma direta. Sabe se aproveitar do que tem e fica bem na sombra dos outros. É bem volúvel e pode se deixar levar fácil, mas, se for convencido é o tipo mais fiel. Pode não gostar de aparecer muito, mas para apoiar os outros, é o tipo mais certo.

Também é muito realista, apesar de também ser romântico. Sua personalidade não é muito visível á primeira vista, porque, em geral, costuma se adaptar as pessoas próximas. Tem aversão por testes de inteligência, não por ser burro e sim por não gostar de ser testado. Faz amizades com facilidade e tenta manter todos por perto. Em entrevista, demorou em responder, más é muito objetivo.

O mangá do tipo O é o que mais se adapta ao lema da Shonen Jump. Esforço – Amizade – Vitória. São mangás onde a energia transborda em todas as paginas. Os personagens são definidos e tem sentimentos claros. A historia segue linear e definida, a um objetivo. E esse objetivo é alcançado.

Tsukasa Hojo é talvez o maior exemplo, com historias bem definidas, personagens certos de seus objetivos e vitalidade sempre na dose máxima. Os vilões do tipo O não escolhem os meios para alcançar seus objetivos. Como podemos ver nos filmes de Miyazaki, como Laputa e Mononoke Hime.

Suzue Miuchi (Garasu no Kamen) – Tsukasa Hojo (City Hunter) – Tetsuya Chiba (Ashita no Joe) Hayao Miyazaki (A viagem de Chihiro) e Go Nagai (Mazinger Z – Devilman) são do tipo O.


Analisando

Então analisando essa teoria, usando ela pra compor uma historia básica teríamos. . .

O velho pai A, que é calmo e tenta sempre colocar juízo na cabeça do jovem heróiB. O jovem herói B tem um motivo para salvar o mundo: a menininha O que foi raptada pelo capanga AB do grande Líder do Mal B. Só que a menininha O acaba ficando indecisa entre seu amor pelo herói B e o charme do Vilão AB, que, mesmo sendo mal, sempre trata ela bem. Daí, quando o capanga AB é derrotado pelo herói B, ele acaba sendo convencido duramente de que esta fazendo a coisa errada e. . .MUDA DE LADO !!! E acaba sendo a chave definitiva para derrotar o grande chefe B, já que o herói B não conseguiu pensar em outra forma de derrotar o vilão que não fosse a própria, e acabou fracassando. O mundo está salvo, mas é ai que o capanga AB. . .funda a própria organização !

Para aprofundar, existe uma Tabela de relações entre os tipos sanguíneos. Ajuda a resolver relações entre os personagens. Não somente amorosas, más de amizade ou de trabalho. Existem pesquisas que comprovam que a relação correta dos tipos sanguíneos em ambiente de trabalho ou escolar aumentam a produtividade e a relação entre os membros.


Existem mangákas que admitem acreditar e usar essas tabelas. Hideaki Anno usou as tabelas em Evangelion, brincando com a idéia de um ambiente cheio de tipos A. Takao Saito também é um adepto, fala muito sobre isso.

Porém, tipos sanguíneos, mesmo com fundamentos científicos, não são 100%. Já foi provado que a convivência muda, e muito, a personalidade dos indivíduos. Fatos marcantes de sua vida também podem apagar traços e criar novos. Afinal, para toda regra existem exceções. Também existem estudos mais aprofundados, fazendo relações e tipo sanguíneos oriundos de pais com tipos de sangue diferentes, estudos sobre Rh, etc. mas não se estresse.

http://otakuworldnews.wordpress.com/2007/10/29/a-teoria-da-personalidade-sanguinea/


domingo, 25 de abril de 2010

Me apaixonei...

Bobtail Japonês
Dó, Ré... Mi-kê

Mi-kê — feliz em japonês — é o nome da variante tricolor do Bobtail Japonês, um gato com rabo de coelho. Nunca ouviu falar dele? Não é de admirar, não apenas é relativamente recente no Ocidente, como é tão raro quanto belo.

Na cauda desta raça
Bobtail, ou cauda curta em inglês, mais do que o nome da raça é, já se vê, a sua principal característica. Ela é curta, tão curta que se assemelha à de um coelho, e tão distintiva quanto uma impressão digital, já que não há no mundo duas iguais. O seu comprimento varia entre os oito e os dez centímetros quando esticada mas, por norma, mantém-se enrolada, descrevendo uma curva, mais uma vez, tal como a dos coelhos. Sobre a cauda, resta ainda dizer que a mutação que lhe deu origem nada tem em comum com a que originou o Manx, raça de gatos sem cauda (saiba mais sobre o Manx na edição de Janeiro de 2008, em
www.instinto.pt, tratando-se de raças distintas e sem ligação genética. Comprovada está a relativa frequência de gatos com caudas irregulares em todo o continente asiático.

Símbolo de amizade
Talvez pela raridade, ou, quem sabe pela beleza, ou ainda e apenas porque de facto é um companheirão, o Bobtail Japonês é, no seu país de origem, símbolo de amizade. Preto, branco ou vermelho. Estas as três cores mais desejadas, preferencialmente nas versões bicolor ou tricolor. Esta última variante é de tal modo adorada que recebeu o nome de Mi-kê, feliz, e é venerada em templos, acreditandose que é portadora de sorte, felicidade e bem-aventurança. Daí que a sua imagem, fotos ou qualquer outra representação, seja frequente nas portas de inúmeros estabelecimentos, num gesto de boas- -vindas a quem entra, principalmente retratados com uma das patas dianteiras levantadas, movimento comum nesta raça quando está sentada. Independentemente da cor, o seu pêlo é invariavelmente sedoso e apetecível.

Detalhes

— Tem um miado musical, quase cantado
— É muito palrador
— Tem um fraquinho pelo colo do dono, ou antes, pelo ombro do dono
— É um gato excepcionalmente inteligente
— Dá-se bem em qualquer tipo de casa ou apartamento, desde que sinta que é o seu lar
— As crias são, logo à nascença, maiores do que as de outras raças, desenvolvendo-se mais depressa


Uma questão de estilo e de feitio

Amizade é ainda aquilo que receberão os privilegiados que conseguirem um exemplar desta raça, pois se o que primeiro atrai é o seu porte, musculado mas elegante, dengoso mas esbelto, o que acaba por conquistar o dono é o seu temperamento. Contrariando todos os chavões e preconceitos referentes aos gatos, o Bobtail é fiel, companheiro, tranquilo e afectuoso. Claro que não renega o seu lado felino, o qual está bem presente na sua curiosidade, que dá ainda origem a um outro traço: é um animal sociável e com enorme capacidade de adaptação.

Sem stress
Adora companhia, pelo que sejam crianças, visitas ou outros companheiros de quatro patas, todos são vistos como amigos de brincadeira. Viagens? Nada de pânicos, pois também as tolera com relativo à-vontade, levando a crer que
sem stress é o seu lema de vida.

De oriente a ocidente
A história do Bobtail começa no Japão no século VII, mas a sua aventura a ocidente inicia-se apenas nos finais da década de 60 do século passado, com a chegada de um casal aos Estados Unidos. Na Europa, apenas nos anos 80 é reconhecida como raça em França, graças a Sirikit, uma fêmea trazida de Banguecoque, e a Aikido, um macho, trazidos dos Estados Unidos da América por Hélène Choisnard. Foi precisa a sua divulgação do outro lado do mundo para dinamizar e galvanizar o interesse dos japoneses, que só recentemente começaram a levar esta raça a exposições. Ainda que bastante divulgada e muito apreciada, é ainda uma raça rara, o que aguça o interesse pelo Bobtail Japonês.



Um pouco mais de História

Um dos primeiros relatos em que se faz referência a esta raça data do início do século XVIII, num excerto de um livro do médico alemão Engelbert Kaempfer. Dizia ele, ter encontrado nas terras do Império do Sol Nascente um gato com largas manchas de cor amarela, preta e branca e cuja cauda parecia ter sido dobrada até se partir. Um gato meigo, sem instinto para caçar e que acalentava um único desejo: andar ao colo das mulheres. Este é, por ventura, o primeiro retrato do actualmente raro e idolatrado Bobtail Japonês. Um século antes disso, todavia, em 1602, por decreto-lei, foi proibida a venda ou compra de gatos, os quais se pretendia que andassem soltos e livres pelas ruas, a fim de combaterem a praga de ratos. Ou seja, este pequeno príncipe felino, tornou-se nessa altura no gato vadio do Japão.

http://www.instinto.pt/site/artigo.php?AGtTZAtela9Xr1tela9Xr1=ADdTNVRl

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Economia do Setor Público

Véspera de prova, e como sempre, tentamos colocar mais informações na cabeça em apenas 24 horas. Espero colocar aqui o que aprendi nas aulas do primeiro bimestre de Economia do Setor Público.

Primeiramente, de onde vem o Estado?
Não estou falando do estado como entidade federal, mas sim como instituição. O ser humano recebe, ao longo dos anos, informações sobre o que é bom ou ruim nas igrejas e até na própria formação familiar. Mas sempre há as pessoas que não seguem nenhuma dessas "regras", e é aí que o Estado entra em cena: para instituir a ordem na sociedade, principalmente oferecer segurança, saúde e educação para a população.

E para que o governo sustente isso, implica-se os tributos.

Tributos: correspondem a impostos, taxas de serviços públicos específicos e divisíveis e contribuição de melhoria (decorrente de obras públicas)
(http://www.portaltributario.com.br/)

Os tributos podem ser: Diretos (chega diretamente ao Tesouro Nacional - pela renda e patrimônio) e Indiretos (existe um intermediador até chegar no Tesouro - pelos bens de consumo).

A tributação tem objetivo de controlar o consumo. Os liberais defendem a ideia de que o Estado deve apenas arrecadar o suficiente para manter as instituições de ordem pública (como segurança).

Existem diferenças entre Impostos, Taxas e Contribuição...

Impostos: Não tem a sua finalidade determinada (não entenda isso como desvio de verba, essas coisas, pois isso é mais além...). Ou seja: é direcionado para custear a máquina pública.

Taxas: É a "troca" por algum serviço público. Há um destino para essa arrecadação, por exemplo, a iluminação pública, que é a verba arrecadada pelos municípios.

Contribuição: pode ser especial ou de melhoria, e você sabe qual é a finalidade desse valor que é arrecadado, como por exemplo o INSS.


E isso tudo junto é a famosa "Carga Tributária", que muitos dizem ser abusivas, e outros dizem que é insuficiente... Ela pode ser progressiva (quanto maior a sua renda, maior é o valor que se paga) exemplo: Imposto de Renda;pode ser regressiva (quem possui menor renda acaba pagando mais que o rico, como por exemplo o ICMS); e também pode ser proporcional, a qual é de acordo com a renda (neutro).

E a tarifa?
Tarifa é preço, não é tributo. Porque é cobrado de uma empresa privada!


Mas porque precisamos do governo?
O Estado existe para que ele cubra as "falhas de mercados" existentes. Para os liberais mais radicais, essas falhas não existem, mas assumindo que existem bens públicos, monopólios naturais, informações assimétricas e externalidades, "alguém" precisa colocar ordem, limites para que tudo isso não se torne uma tremenda bagunça...

Pois os bens públicos são de benefício de todos. E para as informações assimétricas, é necessária a fiscalização por órgãos do governo para garantir que as informações serão iguais a todos (é o problema dos limões e dos pêssegos...). É necessário instituições normativas (como a CVM, o BACEN). Por exemplo, a crise subprime, será que haveria a possibilidades de impedir a informação assimétrica ? Sim, com a intervenção do Estado através de órgãos reguladores e com o aumento na taxa de juros. A crise do Subprime foi um tremendo limãozão: houve repasse dos títulos podres pelo mundo...

Mas qual o princípio da tributação?
"A teoria da tributação repousa em dois princípios fundamentais: Neutralidade e Equidade. O princípio da Neutralidade refere-se a não-inferência sobre as decisões de alocação dos recursos tomadas com base no mecanismo de mercado. (...) A neutralidade do ponto de vista da aloação de recursos deveria ser complementada pela equidade na repartição da carga tributária. Isto é, além de ser neutro, o imposto ideal deveria ainda ser justo, no sentido de garantir uma distribuição equitativa do ônus tributário pelos indivíduos." (Rezende, 1983).

O que isso quer dizer?
Neutralidade: a imposição de tributos não deve alterar o comportamento dos agentes privados (onde é questionada a alíquota única para todos, sem alteração no status quo);
Equidade: existe dois pontos - o critério do benefício (quem recebe os benefícios é quem paga por eles) e a capacidade de contribuição (quem pode mais, paga mais).

A receita possui estágios:
1- Lançamento: é o fato gerador (o boleto que você tem que pagar).
2- Arrecadação: o imposto é lançado e pago para a receita pública.
3- Recolhimento: é quando o valor pago cai diretamente na conta da receita pública.

O efeito TANZI
É a diferença do tempo decorrida entre o fato gerador e o recolhimento, em ambiente inflacionário, corroendo as receitas do governo em termos reais. (A inflação contribui para a redução real da receita do governo, aumentando em consequencia o déficit público).

O efeito Patinkin (Bacha)
É a diferença de tempo entre o empenho da despesa pública e o pagamento. (A inflação propicia uma redução do déficit público por meio da queda real nos gastos públicos).

O efeito Patinkin torna-se mais forte a medida que a inflação vai aumentando, reduzindo o déficit público, superando o efeito Tanzi.

Necessidades de financiamento do setor público
Os resultados fiscais, no conceito primário, podem ser apurados de duas maneiras:
"acima da linha" - a diferença entre receita e despesa não financeiras do setor público (é apurado pela diferença entre fluxos)

"abaixo da linha" - a variação líquida total, interna ou externa, excluídos os encargos financeiros líquidos (diferença entre estoques).

Resultado Nominal: é a receita menos a despesa (déficit nominal). Pelo método "abaixo da linha", o resultado nominal equivale à variação total da dívida fiscal líquida no período.

Resultado Primário: é o resultado nominal sem a parcela referente aos juros nominais sobre a dívida líquida.

Conceito de Crowding Out

(Autor: Paulo Nunes - Economista, Professor e Consultor de Empresas)

O Efeito de Crowding Out (em português, Efeito de Deslocamento ou de Evicção) corresponde a uma redução no investimento e de outras componentes da despesa agregada sensíveis às taxas de juro, sempre que o Estado aumenta a despesa pública. Este efeito é justificado pelo fato de existir um mecanismo de transmissão entre o mercado monetário e o mercado de bens e serviços. De fato, quando o Estado aumenta os seus gastos (ou quando reduz os impostos) ocorre, no curto prazo, um aumento da despesa agregada, aumento esse ampliado pelo efeito do multiplicador da despesa. Contudo, o aumento da despesa (e consequentemente dos preços) originará um aumento da procura de moeda por motivo de transações, que por sua vez irá provocar um aumento das taxas de juro. Este aumento das taxas de juro irá por sua vez provocar uma descida do investimento e de outras componentes da despesa mais sensíveis às taxas de juro. É a esta redução de algumas componentes da despesa agregada após o aumento das despesas públicas que é dada a designação de efeito de crowding out.


Crowding-out: em países com restrição de crédito e mercados financeiros pouco desenvolvidos, o aumento das NFSP (Necessidade de Financiamento do Setor Público) provoca um aumento nas taxas de juros, levando a queda no investimento privado e no produto (efeito deslocamento)

José Jayme Moraes Junior


Senhoriagem:

A senhoriagem ora é definida como o lucro do governo derivado da emissão de moeda, ora como a receita do governo resultante do poder de monopólio de emissão de moeda.

Senhoriagem = receita total do governo oriunda do aumento da base monetária.